Há 11 anos
24/04/2010
21/04/2010
11/03/2010
Parasomnia Noise
Parasomnia Noise
Tudo começou em meados de 2008 quando Luis Domingos (Ex-Neverend, SickSouls, Exhume) se encontrou com Mercedes Anna na Baixa/Chiado, Lisboa, após o contacto num fórum on-line com o intuito de fazerem música juntos. Começaram desde cedo a trabalhar em covers para se sentirem à vontade um com o outro. Daí nasceu uma amizade e um projecto interessante entre um metaleiro com influências de Jazz e uma jovem rockeira alternativa.
Rapidamente, ambos se aperceberam da necessidade de encontrar um baixista extremamente sexy com um gosto musical completamente diferente. Ao ser apanhado em flagrante a tentar roubar o baixo da irmã do Luis, Pedro (ex-Craft, mais conhecido como Psi) viu-se forçado a colaborar no projecto por uma questão de honra por ser 1/12 Japonês e 1/360 nativo Americano.
Assim os três fundiram as suas mentes e criatividade em busca não só de um som original, mas também do melhor hamburguer de Lisboa e arredores. Criaram-se então os Apocalyptic Candy Suckers (ACS) que na sua primeira actuação ao vivo decidiram seguir com o nome Parasomnia Noise, cujo significado provém dos distúrbios de sono causados pela descoberta acidental do melhor hamburguer alguma vez feito.
Trinta minutos antes de entrarem pela primeira vez em palco, aperceberam-se de que não existia complemento para a secção rítmica. Vindo directamente de uma morada celestial surge então Tiago Lopes ( Ex-Mons Lvnae, conhecido como Hollow) que aprendeu um set de 45min em 45 segundos enquanto comia um hamburguer. Assim foram encerrados os portões da banda Parasomnia Noise.
Desde Dezembro de 2009 que a banda se encontra a trabalhar em originais e na elaboração de um E.P. que promete fazer sucesso entre todas donas de casa deste país e labradores brancos com menos de 3 anos.
Membros integrantes da banda :
Luís Domingos – Guitarrista / Back-Vocals / Produção
Mercedes Anna – Vocalista / Teclista
Pedro Silva – Baixista / Back-Vocals / Arranjos
Tiago Lopes – Baterista / Cow-bell expert
01/03/2010
Acordo de noite subitamente.
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora,
O meu quarto é uma coisa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena coisa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única coisa que o meu relógio simboliza ou significa
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez..
Fernando Pessoa
05/02/2010
25/01/2010
Aquilo que de verdadeiramente significativo podemos dar a alguém é o que nunca demos a outra pessoa, porque nasceu e se inventou por obra do afecto. O gesto mais amoroso deixa de o ser se, mesmo bem sentido, representa a repetição de incontáveis gestos anteriores numa situação semelhante. O amor é a invenção de tudo, uma originalidade inesgotável. Fundamentalmente, uma inocência.
Fernando Namora, in 'Jornal sem Data'
03/01/2010
Maquina do tempo
O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.
António Gedeão





